06 Outubro 2010

I wish to say about me some / SPAM me weekly

"Hello. I wish to say about me some. I am cheerful, kind, the responsible person.  I am like sport, fitness.I am love to cook. I hope you will like my cake with strawberries. I want to communicate via e-mail. Mine e-mail:nedavai@yagoo.com.With hope, Anna."

25 Fevereiro 2010

nota interna nº 03495

Nada soa mais falso que uma reviravolta. Nada soa mais fácil. Virou, revirou-se até voltar ao que era mesmo, mas não se sabia. "De onde vem os gansos, os cisnes e os leões?"; "O que é o amor?"; "Loucademia de Polícia?", etc. Perguntas sem resposta: o que queremos mesmo saber? O que importa realmente? Quem é você?

Tudo isso é mais do que o esperado, é mais do que podemos suportar. Quantas vezes você já não se viu frente a frente com a mesma coisa? Quantas vezes a prefeitura mandou o mesmo boleto para a sua casa? Não é difícil de imaginar.

O que é mesmo difícil de ver com a mente é o que o mundo não pode fazer por você, de novo. Muitas pessoas sabem como aproveitar, e muitas como sofrer. Todos sabem repetir. Por isso escrevemos essa carta, para conquistar seu coração! Se nele há espaço para alguma coisa, nele há espaço para essa mesma coisa outra vez — apesar do que você pensa.

manuscrito inspirador debaixo da bandeja do dinheiro. Quem o compreende? Quem o revê? Para sempre sem solução.

dept. com. int. (A60)


25 Março 2008

Relatório anual nº 2008 — seguindo desde Jesus (antigo)


"AS PARCERIAS, as evoluções da empresa e minúcias do comportamento dos acionários e membros da direção foram sempre descritos com a fidelidade própria a um assessor humilde e bem pago, pouco lírico. À maneira dos Grandes Naturalistas, como Darwin, Linnaeus, Fabricius, James Hutton e William Buckland (fora da ordem cronológica), a nossa visão da literatura foi sempre a que melhor ruíu o reino fantástico daquele desinteressante romance de idéias, mitos e fábulas da Criação e “de criação”. Sempre quisemos uma classificação que tangisse espécimes observáveis ali do lado, e tivesse interesse material — econômico? — produzindo tábuas coloridas de realismo... ou que só dessem uma volta na nossa memória; mas uma volta de verdade.

Cronópios, parágrafos kafkiescos, nova geração da literatura... livros de personagens que não tem nenhum status social real, se movendo por qualificações vagas; que não tem nenhuma origem ou motivo conhecido ou mesmo vivenciado pelo ser humano. Tudo que se passa lá fora só atravessa o texto devagar, como atravessaria uma gelatina. Ou um flan.

Carl Lomvié ilustrou melhor talvez em Un litre de littérature: “Meu personagem principal será um tapeceiro persa — porque eu não tenho idéia de como um desses se veste ou fala, ou vive. Ele dirá coisas que só parecem coesas no susto, e serão lisas, fantásticas! Estruturadas por fios precários de ligação obscura, auto-psicológica, compondo uma cena de inabilidade total. Serão só duas frases no diálogo desse capítulo único e primeiro, e todas as duas são perguntas sem resposta — serão perguntas — soarão um murmurinho existencial incompleto, interrompido... como a criação mesma do personagem. E no final, de algum modo, ele morre, ou foge para longe, ou toma uma decisão sem motivação perceptível que tenderá a ação incompleta, incompreensível ao leitor, e a mim. E acabarei o texto descrevendo em primeira pessoa a maneira pela qual eu e o narrador percebemos o suporte frágil da nossa própria existência, ou mesmo; do nosso papel!”.

Papelaço. Esperamos que ninguém caia presa desse kabuki psico-dramático, origami virtual de contratos sociais imaginários na hora de descrever as curvas de ascensão do preço das ações. Por favor.

Um beijo puro, 1 galão, alta-octanagem: pra nós! Amostra grátis em sachê pra vocês.

Comm. Interna Especial Comissão Relatório Anual Ano Fiscal 2007