24 Julho 2005

somewhere i'm not scatterbrain, lightning fuse, powercut, scatterbrain.

"uma vez requisitado à fazer a história da mentira, um amigo francês disse que, primeiro, precisava traçar a história da verdade. mas história de verdade? hum... ele bem não quis fazer.

um alemão dizia que a verdade era inútil, tanto porque nunca existiu como também porque só a 'idéia de' já faz perder o pé na hora de dançar. e o cara que pode ter dois nomes - na verdade(?) tem um só, o will da navalha - diz que explicar é mais fato, soluções que se danem.

tem dois termos então. 1 e 2. verdade, mentira. mais curto e claro seria, assim, se não fossem os termos tão eloqüentes. se eles não fossem tão múltiplos. mas é a explicação que conta."

la recepción diz, então, que fica o que perde o will + o que ele descobre de mais brilhante: quando mentira, pra onde leva? quando verdade, pra onde vai?

- bem, as duas coisas, vão, pro mesmo lugar exato. só que uma leva o possível da tarde inteira, leva embora de ficar o cheiro, de multiplicar o que já está. a outra opção? ela leva pra dentro, denovo e denovo.

história da mentira, história da verdade... história? filme? conto? livro? poema? sonho? pensamento?

bem, os textos nunca foram por si mesmos... tem alguém que escreve e alguém que lê, e isso não fica nele, então só se você fizer a história com o texto só, é que ele é sozinho.

bah, mas só quando todo mundo já tiver morrido! se ainda não, well, vamos usá-los todos na gente! tem tanto quem escreve como quem lê, ainda.

uuu! frenesi pessoal! e sem nenhum 'ar do tempo' ok? já cansou. e sem muito achar que tua cabeça tá tão morta que não tem mais ninguém pra ver ela funcionar, nem ninguém fazendo ela funcionar, e aí no mesmo lugar.

a gente não morreu não.

beijões! smack! e apertão de doer.