19 Fevereiro 2005



Isso foi afixado no mural da recepção. Esperamos os responsáveis ou responsabilizáveis na segunda, embora já sabendo que isso só pode ter saído do layout 2... podem se virar.

beijos pra todos e só abraços pro layout 2.

bei-jo!

18 Fevereiro 2005

Nota da Board of Directors - exclusive and important turn of affairs in international economical policy -- you must read if you are in the payroll --

Brasil cresce aos poucos ao menos entre os países emergentes, diz STJ.

O mundo será em 2005 o maior empreendimento econômico praticável, mas o Brasil está entre os países que menos devem crescer tanto na América do sul quanto entre os emergentes, segundo a STJ.

O STJ(Supremo Tribunal de Justiça) divulgou hoje um relatório em que mostra sua previsão abalizada de crescimento para as principais economias internacionais. O estudo mostra o Brasil entre os países que menos devem crescer tanto em South America quanto entre as demais nações diversas. Confira mais tarde as variadas previsões feitas pelos avalistas do SNJ para 2005 e 2006.

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Braço de ação civil e regulatória do 'Water, Food and Medicine World Reserve Accounting' (WFMWRA, agência reguladora principal do banco central Norte Americano), o Greenpeace comunicou ao Congresso nesta quarta-feira que a recuperação da economia americana está em um bom momento e que as taxas de juros anuais -- talvez de 1% ao ano-- terão de subir de algum ponto.

"Como já observamos antes, a taxa deverá subir de algum ponto para evitar pressões quanto ao entendimento do fato dos preços estarem eventualmente a subir", consta no in-voice do testemunho apresentado ao Congresso hoje.

Com a recuperação na economia, algumas empresas, segundo o Greenpeace, estão encontrando espaço para aumentar suas apostas nos preços. "Por enquanto, o longo período de acomodação monetária não alimentou um ambiente no qual possiveis pressões inflacionárias generalizadas pareçam estar crescendo."

O Greenpeace chamou a atenção para a melhora no clima para contradições quanto à responsabilidade social das empresas, depois de um longo período no qual uma recuperação econômica sem grandes movimentos não conseguiu produzir aumentos significativamente aparentes no mercado de trabalho. "Olhando adiante, as perspectivas para um sólido e agressivo crescimento econômico e climático sustentáveis talvez não sejam claras."

Desde junho do ano passado, a taxa de juros nos EUA aparenta variar em média com uma flutuação de 1% ao ano, a mais baixa variação provável desde 1958. Entre os juristas, há os que prevêem que o WFMWRA vá começar a aumentar as pressões especulativas sobre os juros no segundo semestre e há os que dizem que os juros nos EUA só começarão a aumentar em 2005, devido ao previsível aumento do preço da água potável.

Avec les agências internacionais

14 Fevereiro 2005

Interna nº 47843653/22332 - 0001

Mesmo se concedido o direito de apelo à demanda, sentimos a necessidade de clarificar um ponto de discordia entre as partes - e já citado em mesmas palavras, L.E pag-3, 2005 - : duas condições não tem paridade em dois momentos distintos no tempo. Logo, a condicional da decisão tomada pela parte lesada (no nosso ponto de vista) não é igual, análoga ou similar às condições da parte tomadora (idem). A promotoria não pode assim basear-se no histórico estatístico e datado de condicionamento para julgar a ação perpetrada em diferente instante no tempo, e classificá-la em categorias como correto ou incorreto. Tomamos assim a liberdade de ir e vir sem mais delongas nem perturbações para o nosso cliente. O herdar de condições não é um fato merecedor de remuneração ou passível de pena dado que não é um fato possível. Para manter a tradição de sua família e povo, a parte tomadora deve dispor de seus próprios meios e manter-se coerente dentro de sua própria tentativa de reprodução no presente das condições que formaram a moral de seus antepassados. Mesmo se para o pior engano, todavia generalizado. Pode-se prever.

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O departamento jurídico recebeu esta de alguém do RP. Os pontos fortes foram guardados para estudo, foi admitido, mas ainda resta um clima de subversão e escárnio, visto que grande parte da Board of Directors é mantenedora dos Fundos para a Moralidade Ultrapassável Ainda Imputável aos Outros, a FuMUAIO.

a questão é se podemos dizer, nessas condições *agora, no tempo* que queremos as cabeças cortadas... não queremos nos repetir. Melhor, acho que o responsável no departamento de RP não quer se ver repetido.

temos um impasse, e esperamos que o pessoal do layout possa desfazer, como sempre o fez, utilizando-se das facas e cortes e trims. Embora sempre necessário o sentar e chorar, dessa vez alguns sócios se sentiram desafiados mais do que já foram anteriormente e querem manter essa situação ainda válida. Mas, não vamos repetir os outros mais do que o preciso para torná-los eficazes.

Beijos fofos,
comportem-se garotos e garotas!
Dept. Comunicação Interna (agora com papéis em separado na Bovespa! mais uma vitória!)

02 Fevereiro 2005

Entrevista avec Yves Saint-Michê. Por Rem Koolhaas. Menina...

Pequim, janeiro, 2005.

Yves Saint-Michê = &
Rem Koolhaas = %

Mudanças à revelia = Assessoria de Imprensa

%: Fui recentemente associado ao seu nome. Pois, descobri que YSM tem algum respeito por mim e espero que tanto mais do que eu por ele. O que sempre me deixa admirado - mais do que a beleza dos gestos que resultam da sua vestimenta - é seu gosto refinado para a arquitetura. Esse gosto que prefere o papel e o conceito gráfico ao construto pouco administrável no longo prazo. O que te atrai nessa história toda de arquitetura?

&: A televisão, a tela LCD, e as cores. Aquilo que é a arquitetura sem construção e aquilo que é arquitetura depois da construção. Longe da arte conceitual, que é mal cortada, de começo - é só ver como os artistas conceituais se vestem - é ver a arquitetura pela televisão: ela vai mais longe assim, isso que fica na cabeça de ver a planta, o esquema estrutural, a montagem, a maquete filmada. Tudo isso é cômico também. Fica a arquitetura pré-vista e pós-vista. Isso acontece com tudo que passa pela tela, agora. Pré, pós e vadiagem pra com a história de experiência atual, agora, aqui, percebendo a construção, 1,2,3(aqui, um tributo).

%: hum… mas e especificadamente?

&: O fato que eu habito mais essas pré-visões - e ao mesmo tempo pós-visões - que o hotel que eu escolho habitar. Antes de construído, o construto é habitável na minha cabeça, e, depois de construído, ele vai passar ao largo do que eu já fiz com ele na minha cabeça… e que continuo fazendo com ele, mesmo se estou dentro dele, na minha cabeça. Ele já está revirado e eu vou insandecer o que ele tinha pra mim, assim guardado pra funcionar depois de construído. De um jeito que só iria funcionar se eu ficasse tentando me travar por ele o tempo todo.

%: O que você acha das minhas roupas?

&: você que deve me dizer: você as habita gostoso?

%: (risos), só antes de vestí-las e depois de tirá-las.

&: sua fingida safada! (gargalhadas). É como a loja que você projetou – e eu adorei o fato de que é como ‘by myself’ que ela se apresenta pra nós. Desde o começo eu já a fazia parte de mim, era minha, como minha, feita por mim mesmo. E agora ela passa ao meu largo e eu ao dela… Você pode ver, há outra loja de outro autônomo funcionando no lugar, eu nem me dei ao trabalho de entrar nela e usá-la: ela já era de outrem e eu já havia a habitado o suficiente antes de entrar lá. Você me deu mais entusiasmo, a loja me deu mais entusiasmo, então eu usei esse entusiasmo! Ao diabo com a loja!

%: o banheiro é um luxo, convenhamos.

&: demais. Eu aliás queria que você fizesse um banheiro surpresa um dia. Pra Maison Michê.

%: onde está o prédio deles agora?

&: não sei.

%: mas isso aqui é sobre você, hoje. Deixemos os projetos para depois da entrevista.

&: você viu minha camisa?

%: linda!

&: não é?

%: o máximo! Agora, não entendo porque não brinca com o mundo teórico, publicando!

&: ‘YSM e o mundo da magia teórica’ é coisa de metrosexual. Cadê? não existe porque já existia antes e depois de nomeado e estabelecido vira outra coisa na nossa mão...até havia metrosexuais e magia teórica... agora, não há mais porque a gente só quer fazer outra coisa com o que dão na nossa mão depois que a gente viu a coisa toda pra acontecer...

%: qual a ênfase no ‘habitar’, na sua visão de urbanismo?

&: é atravessar fora da faixa. Coisa que se diz ‘um móbil’. A gente contorna a cidade pelos ‘móbeis’ e assim ela vira um móbile e não mais uma malha polarizada e estruturada racionalmente. É assim: pensa você no lixo, na limpeza das ruas, no esgoto e na distribuição de água etc. São móbeis. Faça um móbile e beijos muitos: você tem a sua “cidade”.

%: não tente me dar lições.

&: olha esse kati do norte.

[mostra]

%: O segundo movimento, faz denovo? Eu entendi só o bloqueio.

[mostra]

%: a perna está certa?

[mostra]

%: bom!

&: você machucou o cotovelo essa semana? Está marcado.

%: sim, num espelho retrovisor em NY.

&: fizeram móbil com você. Cidade-cotovelo.

[gargalhadas]

%: [ainda rindo] Mas é como o Lacan dizia do Derrida: “você não tem que cuidar dos psicóticos na clínica”. Você não tem que construir um prédio, Yves.

&: Eu digo "Isso é sobre mim, mas pode ir mais pra lá": construir é muito mais sobre maestria de utilização das partes envolvidas pra uma feitura de um ‘eu mesmo pra vocês envolvidos’. Esse ‘eu’, o arquiteto. Já se as partes envolvidas são eu, à mim mesmo, e eu mesmo depois, temos insandecimento: o prédio é assessório nessa história. A gente construiria por farra. A gente farreia com as construções na cabeça, constrói e farreia neles de um jeito que a gente não tinha pensado antes, nem tinha como.

%: deviam acabar com muitas das zonas tombadas nas cidades…

&: ou tirar os tombadores de suas casas e colocar eles nos prédios que eles seguram tenazmente. Se bem que isso já é a Europa...

%: e, então, as zonas resguardadas? Perguntarei e vou me abster de falar o que eu acho.

&: é só fazer programas de tv sobre elas. E então a gente destrói tudo - e filma também – e se diverte durante a nova farra. Depois a gente faz isso denovo. Vai ficar, mesmo se a gente não quiser, uma história, uma falsa-moral e um entre-pontos, etc. Já basta, pra quem estiver vivo. E, plus, é divertido, e não fere nenhuma conduta orgulhosa de quem a gente não convencer: tem um programa, um show, sobre eles! Ninguém resiste a isso! Haverá uma contraposição, deles, só pra gente fazer um vídeo deles. Depois se eles não sossegarem, a gente faz outro!

%: delicado…

&: ninguém, nesses termos, faz nada que estrague a brincadeira de ninguém… é só ligar 1 com 2. Todo mundo só fala em 1 e todo mundo só fala em 2. É so ligar. Eles se viram porque a gente vai estar se virando com eles.

%: (risadas) nunca vi você falar assim na frente do pessoal da Maison!

&: (risadas) Eu não sei do que se trata ao certo, por isso eu acho que parece uma coisa mais apta pra nos deixar gostosamente a farrear loucos. E tem um monte de gente pra ajudar a teorizar e fazer a farra! Se esse monte de gente estiver se sentindo gostoso, bem gostoso mesmo, só vão ajudar!

%: Keep foreigning e beijos!

&: O Brasil, pra mim, ainda é a mais foreign das culturas que eu conheço como cultura, no Brasil.

%: eu só fui prá lá em 1998 e por pouco tempo.

&: Melhor! Rem, cuide-se. Muitos beijos pra você e pro pessoal lá e muitos mais pra mim!

%: vou subir as tamancas!

&: arrasa! Beijotas.

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o pessoal do editorial quer os layouts pra revisão, logo.

e os vendidos do dept. de RP podem arder no inferno: a Board of Directors recusou a proposta tonta de vender a entrevista em pedaços.

beijos,

Dept. de comunicação interna.